Pena de Morte não é a solução!!

E o tão esperado final está próximo!

O sanguinolento ditador iraquiano deverá ser morto por um órgão oficial. Que Saddam Hussein seria condenado à morte, ninguém duvidava, falta saber apenas, se a pena será efetivamente executada. Muitas pessoas, especialmente, aqueles ligados ao governo norte-americano, estão contentes com a punição imposta pela Côrte iraquiana.

Certamente a ordem da execução partiu diretamente de Washington, que enxerga na morte do ditador, uma espécie de ponto de honra, visto que a invasão do Iraque se transformou numa das maiores trapalhadas da história.

Com a morte do antigo ditador, por mais que de agora em diante nada mais dê certo, seja nessa "guerra contra o terror", seja internamente, os republicanos sempre irão bater nesta tecla de que o objetivo foi alcançado. Diante disso, eu não acredito que a vida do iraquiano seja poupada, pois se isso acontecer, os membros do atual governo dos Estados Unidos deixarão o poder com a sensação de fracasso.

Porém, não é isso que me interessa agora, Saddam Hussein foi só o gancho para o assunto que realmente queria tratar neste post: pena de morte. Pretendia escrever algo sobre isso, o problema é que pensando melhor, me parece que mais lugar comum que o tema "pena de morte" só o tema "aborto", sendo contra então, nem se fale! Esse assunto já foi exaustivamente abordado, internet à dentro, todos os argumentos relevantes, tanto favoráveis quanto contrários, já foram suficientemente expostos, a própria Mary, minha amiga blogueira (que está à beira de se transformar na minha amiga ex-blogueira), já tratou do assunto com muita competência. Por estes motivos não vou escrever os textos como costumo e gosto de fazer, irei ressaltar apenas dois aspectos:

1º - a partir do momento que o Estado passar a executar seus condenados, a sociedade poderá se tornar mais dura;

2º - desconheço ocasiões em que o sujeito antes de cometer qualquer tipo de crime, consulte o Código Penal, para decidir se deve praticá-lo ou não. O criminoso, sempre tem a idéia de que não será pego, esta forma de pensar é intuitiva. Ou seja, pouco importa se a pena prevista é de morte ou outra menos grave, não é a gravidade da pena que inibe a criminalidade, e sim, a certeza da punição. Por isto que algumas pessoas repetem como se fosse um mantra: "pena de morte não é a solução!" É muito clichê dizer isto, mas não é mesmo.

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