Antigo Profile do Orkut

Como um teclado de um piano muito antigo, cada tecla quer te dizer de como eu estou hoje. E para te dizer isso eu não preciso de muito, apenas seguir as direções de quem eu tenho sido por todos esses anos e então, quem sabe, talvez fique fácil para compreender. Pode ser que algumas teclas te informem com música, outras com um olhar. Algumas delas percorrerão a ponte da palavra, instrumento ágil e poderoso, mola que atrai e afasta. Posso brincar de cantar e dizer que 'meu coração, não sei porque, bate feliz quando te vê'. E tanto mais. Que a velocidade da vida me assusta e me atrapalha desde muito tempo. E que os dias mudam muito de acordo com os grãos. Atendo telefonemas curiosos. Vou muito menos ao cinema do que eu gostaria. Amo pessoas que não me amam mas tem um carinho enorme por mim. E eu começo a achar que esse carinho enorme acabou se transformando num tipo irônico de bordão. Que me tiram sorrisos e irritações. Depende da lua.
Que eu ando desatento e sem sono. De alguma forma, preso dentro de casa, decifrando caixas e coisas, ainda que coisas soe subjetivo. De repente, eu preciso descobrir mais ou menos sobre a vida ou sobre mim. Talvez sobre ambos. As coordenadas já foram estipuladas. O que me falta são as direções. Ou as opções. Eu estou bem. Eu tenho estado bem. Sinto felicidade e tristeza como toda a gente...
Eu estou mudando. Transformando. Poderia usar alguma metáfora e você depois me acusaria de ser óbvio, mas não. Estou em processo de transformação diária, ininterrupta. Tão exata quanto óbvia. Como uma pétala da sua flor predileta.

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