Jovem, Bonito, Saudável... Mas louco!

Louco como alguns definem como simplesmente fora da normalidade, louco para outros como sendo o problema maior, louco por ser estranhamente agressivo e demasiadamente risonho, às vezes.

Esperava por isso, até pode-se dizer que, mal de família abençoa até os mais desapegados, mas não menos desavisados; era natural de ser - vivia ao lado de porcos e vacas que rosnavam baboseiras e chiavam desapreços.

Existem sempre as duas influências creio, a que você escolhe e as que você evita. E por mais incrível (e desastroso) que isso possa parecer, a segunda é a que impõe as suas ordens. Acertar mil vezes é como errar duas.

Tente ao menos ser o bom da história para ver como as coisas se encaminham pro teu lado. O babaca quer se meter a malandro, mas um malandro de verdade sabe a hora de sê-lo; e é isso que os diferenciam.

O sábio homem adapta-se aos valores, talvez ontem não fosse verdade, mas em que mundo você vive? Certos sacrifícios não valem o peso da cruz, e muitos ainda pensam o contrário, quando auto entitulam-se mártires do mundo injusto. Frescuragem de frustrado covarde metido a sabichão.

Essa é a melhor maneira de um tolo ficar biruta! Venenos são venenos, cobaias são cobaias. Há vitimas e coitadinhos, há ladrões e vitoriosos.


Problemas, probleminhas: por mais pequeno que seja... há formigas que matam.

Lembre-se agora que caminhos errados você tomara, seguindo todos aqueles paranóicos pseudo-revolucionários de merda, que nem um dia pararam e pensaram que, o mais sensato é, realmente, ser o cara bacana.

E até chamá-los de paspalhos você os chamou. Até riu da cara deles, e até hoje ri. Aí numa noite percebes quão burro tu és. E ainda ousara difamar os outros da classe. Os velhos ditados são como senhorinhas sentadas na porta de suas casas, sempre dando seus pitacos e conselhos que sempre acertam na mosca. Pessoas frustradas são, em sua maioria, revoltadas. Ou o contrário.

E quando essa loucura toda afeta alguém requisitado à loucura, sai de perto, literalmente. Parecem animais que prevêem uma catástrofe natural, elefantes. Não adianta negares, os loucos não são, nem de longe, os sujeitinhos "normais" da sociedade. Quem alimenta essa idéia é porque não interage, nem o mínimo, para saber que, com coisa dessas não se especula. Ai de ti se serdes um louco depressivo com tendâncias suicidadas, de verdade.

"- Ele louco? Impossível; garoto sempre sorridente, nada paranóico..."

Ah, meu amigo... Paranóia de estar simplesmente parado no tempo, sorridente sem motivo, coisa que só um anormal faz, afinal todo mundo anda sempre tão sério! Paranóico a ponto de estar preso no âmbar da ociosidade profunda, mental. Como quando você lê mil vezes a mesma coisa e não sabes o que leu. Ele queria na verdade era ser normal, minha gente. Ele queria ser como o mais bem sucedido dos amigos - quem não quer. O desejo dele era ser normal em sua realidade social, enquanto tantos outros buscavam o paralelo. No paralelo ele se pertubava, na normalidade ele era o melhor...

Carta em Branco

Meus amigos foram pro saco.
De certa forma os fatos já se encaminhavam enquanto éramos somente amigos.
Hoje parecem-me estranhos, com uma identidade natural mais estranha ainda.
Poucos acertaram a jogada, os mais espertos deram sua fôrma e a passionalidade humana o complemento.
Éramos unidos, éramos mais que qualquer clichê de propaganda.
Sinônimo de amizade.
Poucos (ou ninguém), hoje, me conhecem tão bem quanto esses garotos.
Contra o meu passado não há cartas para blefar.
E quando os recorro, o que tornou-se raro, nos últimos tempos, é apenas para uma saudoza oportunidade de dizer um olá.
Uma proposta incrédula e fria, palavras incompletas e o nervoso do primeiro contato.
Não era assim anos atrás.
Tudo bem, sempre assimilei o fato de que amizade não era lá algo de tanto valor. Nada tinha sua beleza.
Esquivei-me, é certo, várias vezes. Esquivei-me tanto que agora abordo tal melancolia.
Nesses dias o que se tem feito é pensar no futuro, ficar planejando tudo.
De uma forma pressionada pra falar a verdade.
Se pudesse, ficaria para sempre sentado no banco da praça relembrando toda a vida.
Não é algo do tipo descartável, não se assemelha a qualquer outro adjetivo, se não o de saudade.
Fidelidade é para poucos, ou para ninguém; vai ver inventaram-na com a intenção de evitar a dor da falta.
Vai ver não é tanto tempo assim.
Todo mundo deve sentir falta de algum amigo que se foi.
Todo mundo deve sugerir a idéia de querer voltar ao passado.
Com o tempo a gente aprende a tornar-se mais tolerante e, ao mesmo tempo, mais frios - talvez, até, um seja a causa do outro.
E aí as pessoas vem e vão.
É como na economia.
E o mais controverso e idiota dessa história toda é que, apesar do dito, nada se faz.
Bem que eu poderia pegar o telefone e ligar, marcar um encontro pra beber uma cerveja.
Depois que você percebe: " - Cadê os números? ".
Você também os esqueceu?
É tudo igual, apenas os nomes mudam...
Restou um, dois, de muitos.
Criançinhas mais parecem anjinhos.
Ou melhor, são deuses.
Queria crescer invertido, primeiro morrer e depois ficar velho, com o tempo viria a adolescência e por fim a infância.
Não sentiria mais saudades.
Chaplin devia sentir falta de amigos do passado também.

Você é o que ninguém vê.

Você é:
os brinquedos que brincou,
as gírias que usava,
os segredos que guardou,
você é sua praia preferida, você é o renascido depois do acidente que escapou,
aquele amor atordoado que viveu,
a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe,
a infância que você recorda,
a dor de não ter dado certo,
de não ter falado na hora,
a emoção de um trecho de livro,
a cena de rua que lhe arrancou lágrimas,
você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado,
a força dada para o amigo que precisa,
a sensibilidade que grita,
o carinho que permuta,
os pedaços que junta,
você é o orgasmo,
a gargalhada,
o beijo,
você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado,
a impotência de não conseguir mudar,
o desapontamento com o governo,
o ódio que tudo isso dá.
Você é o que ninguém vê.

Stop Crying Your Heart Out

Oasis

Composição: Noel Gallagher

Hold on! Hold on!
Don't be scared
You'll never change what's been and gone

May your smile (May your smile)
Shine on (Shine on)
Don't be scared (Don't be scared)
Your destiny may keep you warm

(Chorus)
'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

Get up (Get up)
Come on (Come on)
Why're you scared? (I'm not scared)
You'll never change what's been and gone

(Chorus)

'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

We're all of us stars
We're fading away
Just try not to worry
You'll see us some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

Stop crying your heart out (3X)

O Astronauta

Vamos para um lugar que nunca fomos antes
Com janelas que não trazem lembranças
Onde o silêncio invade e nunca mais sai
Vamos para um lugar escuro
Mas que ainda assim pode queimar seus olhos
Cada átomo de nós um dia foi uma estrela
Talvez estamos indo para casa
Não sei muito bem para onde vamos
Mas não é muito longe daqui
Longe o suficiente para que Mefistófoles não nos ache
Cercado de mastodontes e dodôs
Logo após a mais densa nebulosa
E ainda assim não encontraremos Deus
E nem Deus nos encontrará
Vamos para um lugar em que todo esforço será em vão
E todo vão será nossa casa
Cada átomo de nós um dia foi uma estrela
Estamos indo para casa

um contraponto à alegria

Todas as palavras erram, na pretenção de soarem corretas
As afirmações se negam, na dimensão das intensões indiscretas
De sopetão tudo congela
Parece ridículo, e em certo ponto nervoso
E realmente é inseguro, definitivamente vergonhoso
Rédeas do sorriso, risadas arredias
Há, nesta melodia, um contraponto à alegria.

Reaprendendo a AMAR!

Nós nunca amamos uma pessoa pelo o que ela realmente é. Amamos alguém pelo aquilo que ela representa para nós. Isso rege todas as relações afetivas humanas. Um filho vai ser sempre um filho. A mãe sempre irá apoiá-lo, mesmo que seu filho seja um assassino, um estuprador, ela irá levar uma marmita para ele na prisão sempre que puder. Ninguém deixa de ser filho.

Quando uma mulher diz amar seu namorado, não está mentindo, ela realmente ama seu namorado. Mas é como se ela amasse o personagem, e não o ator. Após o fim do namoro, você continua a mesma pessoa, os mesmos defeitos, as mesmas qualidades, mas agora você não é mais o namorado. Seu papel mudou. Agora você é o ex. O cargo de protagonista deverá ser ocupado por outra pessoa, e muitos se ofenderam, "como ela é capaz de trocar de namorado tão depressa." Mas ela nunca trocou de namorado. Apenas trocou de ator. Seu imaginário de como é e como deve agir um namorado é o mesmo, e é exatamente isso o que irá regir as comparações e o possível êxito do namoro. As pessoas não mudam. Temos a impressão de vê-las mudando, porque alteramos o papel que ela representava em nossas vidas. É como andar pra trás e ver uma pessoa ficando pequena a medida que caminhamos.

Na psicanálise, é comum ouvimos a expressão "ato falho", quando alguém diz uma palavra querendo dizer outra, acidentalmente. É comum no início de um relacionamento alguém chamar o novo parceiro pelo nome do antigo. Isso normalmente gera um mal estar terrível, e é visto como um péssimo sinal. Pelo contrário, é um ótimo sinal. Significa que você está assumindo o papel ocupado por outra pessoa: ela está aprendendo a te amar e te ver como um namorado. O cérebro ainda está se acostumando com a troca de atores, assim como demoramos um pouco para associar o papel de 007 com o rosto de Daniel Craig, e não com o de Pierce Brosnan.

O que essa percepção altera em nosso modo de ver o mundo? Passamos a ser mais tolerantes com as atitudes alheias, a criar menos expectativas fantasiosas. Precisamos desaprender o que a Disney nos ensinou durante toda nossa infância, recriar toda nossa percepção do que é o amor. O amor pela pessoa em si seria um amor eterno, e por isso mesmo, irreal. Devemos aceitar que o amor vai e vem, e o papel de parceiro amoroso será desempenhado por vários atores durante nossa vida e na vida dos outros, por mais doloroso que isso possa ser às vezes.

Lembranças Mal Lembradas!!??

A maioria dos nossos tormentos não vem de fora, está alojada na nossa mente, cravada na nossa memória. Nossa sanidade (ou insanidade) se deve basicamente à maneira como nossas lembranças são assimiladas. "As pessoas procuram tratamento psicanalítico porque o modo como estão lembrando não as libera para esquecer". Frase do psicanalista Adam Phillips, publicada no livro "O flerte".

Como é que não pensamos nisso antes? O que nos impede de ir em frente é uma lembrança mal lembrada que nos acorrenta no passado, estanca o tempo, não permite avanço. A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor, uma experiência ruim, uma frase que nos feriu, quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente. Aí, sim: lembrando como se deve, a ânsia por esquecimento poderá até ser dispensada, não precisaremos esquecer de mais nada. E, não precisando, vai ver até esqueceremos.

Ah, se tudo fosse assim tão simples. De qualquer maneira, já é um alento entender as razões que nos deixam tão obcecados, tristes, inquietos. São as tais lembranças mal lembradas.

Você fez 5 anos, sonhava ganhar a primeira bicicleta, seu pai foi viajar e esqueceu. Uma amiga íntima, que conhecia todos os seus segredos, roubou seu namorado. Sua mãe é fria, distante, e percebe-se que ela prefere disparadamente sua irmã mais nova. E aquele amor? Quanta mágoa, quanta decepção, quanto tempo investido à toa, e você não esquece - passaram-se anos e você, droga, não esquece.

Essas situações viram lembranças, e essas lembranças vão se infiltrando e ganhando forma, força e tamanho, e daqui a pouco nem sabemos mais se elas seguem condizentes com o fato ocorrido ou se evoluíram para algo completamente alheio à realidade. Nossa percepção nunca é 100% confiável.

O menino de 5 anos superdimensionou uma ausência que foi emergencial, não proposital.

Você nem gostava tanto assim daquele namorado que sua amiga surrupiou (aliás, eles estão casados até hoje, não foi um capricho dela).

Sua mãe tratava as filhas de modo diferenciado porque cada filho é de um modo, cada um exige uma demanda de carinho e atenção diferente, o dia que você tiver filhos vai entender que isso não é desamor.

E aquele cara perturba seu sono até hoje porque você segue idealizando o sujeito, recusa-se a acreditar que o amor vem e passa. Tudo parecia tão perfeito, ele era o tal príncipe do cavalo branco sem tirar nem pôr. Ajuste o foco: o coitado foi apenas o ser humano que cruzou sua vida quando você estava num momento de carência extrema. Libere-o desta fatura.

São exemplos simplistas e inventados, não sou do ramo. Mas Adam Philips é, e me parece que ele tem razão. Nossas lembranças do passado precisam de eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria - pena que nada disso seja fácil. Costumamos lembrar com fúria, saudade, vergonha, lembramos com gosto pelo épico e pelo exagero. Sorte de quem lembra direito.

Memórias...

Quando a gente se apaixona o mundo se enche de cores, fica tudo mais bonito, tudo mais leve, e se a paixão for verdadeira e ele for Ele você saberá, sim amiga saberá, porque quando Ele aparecer na sua vida você vai ouvir sininhos tocando e vai ver borboletinhas voando ao seu redor, e o amor de vocês será o mais lindo e será Para Sempre!

Eu deveria me empenhar em descobrir quem foi que inventou esta fantasia de “sinos e borboletas”, essa pessoa merecia a guilhotina! Ô elemento mau!

As mulheres já crescem com esta idéia fantasiosa fixada na mente, essa “invenção burguesa” (como diz Mausinho), que é o amor surreal, se comporta como uma erva daninha que cresce no imaginário feminino. Pobres meninas que se iludem com essa baboseira de Príncipe Encantado.

Eu não acredito mais no amor, não neste amor barato e fantasioso que vendem por aí, porque para mim o amor de verdade, amor de mãe, de irmão, de amiga, este é um artigo de luxo, caro e raro, e esta saturação do mercado sentimental, esta enxurrada de “eu te amo” só me prova que andam falsificando este tal de amor, e de uma forma muito furrepa.

Como qualquer outra menina que está chegando na vida adulta, eu trago na minha mochila algumas experiências guardadas numa caixinha. Eu pensei que já tinha ouvido os sinos e visto as borboletas, mas a cada dia que passa me convenço de que eu estive completamente enganada, e que “Ele” subornou as borboletas e pagou alguém para tocar os sininhos.

Sempre que um “ele” aparece e eu fico encantada eu acho que é Ele, tudo é lindo, o mundo fica leve, eu fico tonta, mas é só esse frenesi passar para começar a sentir o peso nas costas. E logo vem a desilusão, ele não é um príncipe, não é para sempre e eu acabo um pouco mais distante da tão sonhada felicidade. Não que eu não seja feliz, sim sou muito! Mas tô falando daquela tão sonhada felicidade, que nem eu sei qual é!

Mas logo aparece outro, e começa tudo de novo, outra companhia de sinos, outra equipe de borboletas, outra vez o tudo lindo, outra vez o mundo leve, outra vez a desilusão.

Por isso resolvi que eu mesma vou ter a minha companhia de sinos e minha equipe de borboletas, já que isto é uma farsa barata criada pelos homens para nos iludir, nada melhor do que colocar o feitiço contra o feiticeiro. Vou domesticar as borboletas e eu tocarei meus próprios sinos. (Mesmo que isso te contrarie Mereto.)

Gostar de alguém é algo muito além de sinos e borboletas, se a receita para uma paixão verdadeira dependesse só disso seria muito fácil. Mas tem muitas outras coisas para que uma paixão seja para sempre, ainda mais porque a duração do “para sempre” é muito relativa. Tem “para sempre” que dura um ano, cinco meses, até de três meses eu já vi.

Cansei de brincar de Princesinha, essa história de encontrar Príncipe em sapo é aventura demais pro meu mundinho. Nada de buscar o Príncipe Encantado, sem essa de que a gente tem que beijar muitos sapos para encontrá-lo. Sou mais a teoria de que enquanto eu não encontro o “Certo” eu me divirto com os errados.

Tássia Piotto (in memoria)

Somewhere over the Rainbow

Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos que você sonhou
Uma vez em um conto de ninar
Em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que você sonhou
Sonhos realmente se tornam realidade
Algum dia eu vou desejar por uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim
Onde problemas derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés é onde você me encontrará,
Em algum lugar além do arco-íris pássaros azuis voam
E o sonho que você desafiar, por que, porque eu não posso?
Bom, eu vejo árvores cheias de vida e Rosas vermelhas também
Eu vou assisti-las florescer pra mim e pra você
E eu penso comigo
Que mundo maravilhoso
Bem eu vejo céus azuis e eu vejo nuvens brancas
E o brilho do dia
Eu gosto do escuro e eu penso comigo
Que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris tão bonitas no céu
Também estão no rosto das pessoas que passam
Eu vejo amigos apertando as mãos
Dizendo, "como vai você?"
Eles estão realmente dizendo, eu, eu amo você
Eu ouço bebês chorando e eu os vejo crescer
Eles vão aprender muito mais
Que nós saberemos
E eu penso comigo
Que mundo maravilhoso
Algum dia eu vou desejar por uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim ee ee eeh
Onde problemas derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés é onde você me encontrará,
Em algum lugar além do arco-íris bem lá no alto
E o sonho que você desafiar, por que, porque eu não posso?

1979 - Smashing Pumpkins

Shakedown 1979,
cool kids never have the time
On a live wire right up off the street
You and I should meet
June bug skipping like a stone
With the headlights pointed at the dawn
We were sure we'd never see an end to it all

And I don't even care to shake these zipper blues
And we don't know just where our bones will rest
To dust I guess
Forgotten and absorbed into the earth below

Double cross the vacant and the bored
They're not sure just what we have in the store
Morphine city slippin' dues, down to see that
We don't even care, as restless as we are
We feel the pull in the land of a thousand guilts
And poured cement, lamented and assured
To the lights and towns below
Faster than the speed of sound
Faster than we thought we'd go, beneath the sound of hope

Justine never knew the rules
Hung down with the freaks and the ghouls
No apologies ever need be made
I know you better than you fake it, to see
The street heats the urgency of now
As you can see there's no one around

A.

Das fotos que tiro dos meus álbuns virtuais ou sentimentais, não há hoje uma foto que esconda quem sou ou o que sinto. Quero você. Quero como quem, em séculos passados, amava sem nunca ter visto ou sentido o seu perfurme, mas morreria por essa pessoa se alguém a difamasse ou quisesse se interpor entre eles. Talvez já tenha feito isto. Talvez sorrisos tenham sido intercalados com olhares confrontantes de "quem é você que mexe tanto com minha alma?".

Me incomoda muito o fato de você estar com alguém. Muito. É injusto. É sádico. É perverso. Como pode fazer isto comigo? Como ninguém nunca te falou que te olhava em segredo? Como nunca ninguém disse que eu sempre perguntei seu nome, e quando soube o nome queria saber da sua essência e sabendo da sua essência me impediram de chegar até sua alma... porquê outro alguém já havia feito isto.

E os romances que acompanhei? e os desastres que tentei impedir, cartas e bilhetes anônimos não enviados por vergonha e medo... O mundo moldou você de uma forma que é melhor manter-se com uma pessoa, talvez nem tão impulsiva, determinada, desafiadora quanto eu, para ficar com alguém que te tem afeto e cuidado.

Acaso eu não possuo tais qualidades? acaso eu não poderia cuidar de você como quem quer ver uma planta nascer para tirar dela seu sustento de vida? eu posso cuidar de você... Eu posso. Eu posso.

Cansado de falsas promessas, também me enviei em outros corpos, também tentei preencher meu vazio de alma com pessoas incompletas e tristes... eu fui remédio para muitas delas... mas quem é meu remédio? quem é a cura da cura? quem limpará a fonte depois que ela secar?

Os pássaros já fazem seu ninho em meu coração... besteira! Aqui não ficarão. Não há espaço para casais felizes na minha vida... Se não há você... não haverá mais ninguém.

Te espero.

Não precisa vir com pressa... sempre gostei do seu jeito silencioso.

Mas venha... porque cedo ou tarde, eu posso enterrar tudo isto com um sonoro e único: Adeus A.

atenciosamente,

D.

Falsas Verdades!

Hoje pela manhã fiz uma reflexão sobre um acontecimento um tanto cotidiano para alguns, mas estranho para mim. Dos bilhares de apelidos que coleciono e outros que me atribuem por esporte, apenas um, e somente este, me diz exatamente como eu me sinto: ESTRANHO!

Me pergunto: "Serei eu o estranho ou serei eu o único no universo que é "normal"?"

Independente da resposta, já notaram como isso soa triste?

Será que nesse imenso planeta azul existe alguém que assim como eu se importa ainda com as pessoas, que se estremece diante das injustiças do mundo e não se contenta com mentiras impostas por essa sociedade hipócrita?

Falsas Verdades! Estou cercado delas...

Um homem, assim como eu ou você, com seu mundo-próprio atado as suas costas, passeava com seu cachorro, andava pela orla de Ponta Negra num belo final de tarde, parecia preocupado ou desesperançoso, andava várias vezes pelo calçadão até encontrar um conhecido e receber de presente uma indagação um tanto incomoda:

- Como vai? tudo bem? - Pergunta o conhecido.

- Vou bem sim e você? - Responde quase sussurando o indagado.

Por que mentimos tanto?

Lógico que o conhecido não estava preocupado com o bem-estar do homem, acontece que vivemos tanto no automático que o melhor, para nós mesmos, é que nos respondam exatamente como o homem e seu cachorro...

apenas com Falsas Verdades...

apenas.
"Como um teclado de um piano muito antigo, cada tecla quer te dizer de como eu estou hoje.

E para te dizer isso eu não preciso de muito, apenas seguir as direções de quem eu tenho sido por todos esses anos e então, quem sabe, talvez fique fácil para compreender.

Pode ser que algumas teclas te informem com música, outras com um olhar.

Algumas delas percorrerão a ponte da palavra, instrumento ágil e poderoso, mola que atrai e afasta.

Posso brincar de cantar e dizer que 'meu coração, não sei porque, bate feliz quando te vê'. E tanto mais.

Que a velocidade da vida me assusta e me atrapalha desde muito tempo.

E que os dias mudam muito de acordo com os grãos. Atendo telefonemas curiosos.

Vou muito menos ao cinema do que eu gostaria.

Amo pessoas que não me amam mas tem um carinho enorme por mim. E eu começo a achar que esse carinho enorme acabou se transformando num tipo irônico de bordão. Que me tiram sorrisos e irritações.

Depende da lua.

Que eu ando desatento e sem sono. De alguma forma, preso dentro de casa, decifrando caixas e coisas, ainda que coisas soe subjetivo.

De repente, eu preciso descobrir mais ou menos sobre a vida ou sobre mim. Talvez sobre ambos.

As coordenadas já foram estipuladas. O que me falta são as direções. Ou as opções.

Eu estou bem. Eu tenho estado bem. Sinto felicidade e tristeza como toda a gente...

Eu estou mudando. Transformando. Poderia usar alguma metáfora e você depois me acusaria de ser óbvio, mas não. Estou em processo de transformação diária, ininterrupta. Tão exata quanto óbvia.

Como uma pétala da sua flor predileta."

É possível viver a Felicidade??


Não sei o que tem acontecido, mas nos últimos tempos, falar sobre felicidade tem se tornado lugar comum, inclusive, estão sendo lançados vários livros sobre esse assunto, e este post é mais uma tentativa de abordar este tema tão espinhoso.

Ao tratar deste assunto, uma pergunta não pode ficar sem resposta:

É possível ao ser humano alcançar essa tal felicidade?


Antes de qualquer coisa vale dizer, à título de curiosidade, que a ciência afirma que pessoas com mais atividade no córtex frontal esquerdo de seus cérebros apresentam-se menos sujeitas a ansiedade e mais preparadas para se recuperar de experiências negativas, sendo portanto, mais propensas a serem felizes.

Dois dos maiores filósofos cristãos, São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, respondendo a esta pergunta diziam, cada um a sua maneira, que a única forma de se alcançar a felicidade seria no encontro com Deus. Aqui, não pretendo entrar no mérito religioso do tema.

Eu entendo que não é possível falar sobre felicidade sem falar sobre o sentido da vida. Como bem disse Pascal:

"Todos os homens procuram ser felizes; isso não tem exceção... E esse é o motivo de todas as ações de todos os homens, inclusive dos que vão se enforcar..."

O ser humano só tem um objetivo na vida - encontrar a felicidade, e exatamente este é o sentido de nossa existência. Ocorre que ninguém sabe ao certo o que é essa tal felicidade. O discípulo de Platão, Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, conceituou este estado como uma:

"certa atividade da alma realizada em conformidade com a virtude".

Já um outro filósofo, chamado Epicuro, afirmava que a felicidade estaria no prazer contínuo. Talvez até seja isso mesmo, entretanto, se for isso, eu digo sem medo de errar que nunca existiu alguém realmente feliz!

A meu ver a felicidade está intimamente ligada à liberdade, certamente quanto mais livre alguém for, mais condições esta pessoa tem de ser feliz. Mas cabe esclarecer que embora a liberdade seja importante, não é suficiente, até porque a busca pela felicidade nunca deve chegar ao fim, pois o homem precisa de uma motivação para continuar vivendo. E uma vez encontrada esta, qual seria a razão para alguém permanecer vivo?

Portanto, respondendo a pergunta do título, podemos ser felizes sim, porém a felicidade é um estado da alma inalcancável por qualquer pessoa que não esteja disposta a doar a própria vida para amar.

Só é seu aquilo que você dá!

Eita coisa estranha...

Então... ando me sentindo vazio. Sem nada. Podem sugar, não sai mais nada daqui de dentro. Não amo ninguém. Não odeio ninguém. Tenho problemas, os mesmos que todo mundo tem. Às vezes os meus parecem piores, mas com certeza não devem ser. Não estou passando por nenhuma pseudocrise-interna, não estou dando pulos de alegria por nada. No momento, estou existindo. Inerte. Queria tanto me esvaziar, que consegui. Oco. Agora preciso me encher novamente, nem que seja a conta gotas. Porque esse oco da uma dor no estômago que não faz parte de mim. Uma amiga me disse que isso é um processo de purificação, de limpeza, não sei, ela tem umas idéias esotéricas meio malucas. Seja lá o que for, segundo ela o processo já chegou ao fim. Foi um processo dolorido, chorei todos os amores que eu tive e perdi, por todos que me tiveram e perderam. Pelas minhas incapacidades. Um a um, cada fantasma da minha vida foi indo embora, foi expulso. E a cada um que saia de mim, era de uma dor enorme, como se levassem algo junto. E foram, todos, toneladas saíram das minhas costas. Mas acabou que vazio me incomoda. Eu sei o que quero. Agora sei exatamente o que quero. Só não sei se tenho condições de ir lá buscar. Tudo acabou me parecendo vazio de mais. Amo minhas amigas, meus amigos, mas ando preferindo ficar em casa. Deve ser o tal ostracismo. Não que eu não queria sair, ir pra rua, quero. Mas na hora, me dá uma coisa... Sei lá. Não sei explicar sem que isso pareça falta de vontade. Pois não é falta de vontade. É algo diferente. E como se perguntasse “pra que?” em tempo intergal. Isso deve passar também. Assim como passou a sensação de transbordar a cada passo. Tá confuso demais. Ou talvez seja esse excesso de clareza que não me deixe ver as coisas. Ultimamente não consigo mais escrever nada conciso, coerente. Sai esse amontoado de coisas sem nexo. Mas não. Não pensem que estou mal. Não estou. Pelo contrário. Estou bem. Minha cabeça focada em uns problemas ai. Mas bem. Eu acho, que apesar de tudo não andava tão bem há tempos. Da uma estranheza e ao mesmo tempo um alivio, essa ausência de tudo, essa coisa oca. Um outro amigo, bem menos místico e bem mais carnal, me disse que é apenas falta de sexo e de amor. Talvez. Podem ser que ambas estejam certos. Ou errados. Eu simplesmente não sei. É como se nada tivesse grande importância. Nem meus medos. Nem minha casa com 3 cachorros que latem soltos pela sala. Talvez seja pra não ser. Ou se for, será. Não me importo muito. Como se tudo estivesse como deveria ser. Como foi planejado. Em algum lugar. Em outro nível. Ou talvez não, talvez eu tenha ficado tão cansada que simplesmente parei de correr atrás do meu próprio rabo. Porque simplesmente não se chega a lugar algum. Pessoas me perguntam o que eu tenho. Como se estivessem me vendo pela primeira vez na vida. Como se viesse de outro planeta. Não sei o que tenho. Ou o que não tenho. É apenas uma sensação de que de agora em diante não há mais o que tirar de mim. Só preciso colocar. Absorver. Ou... Não seja nada disso.

Fazer o que?

E Por que não ser um gênio?

É difícil admitir isso, mas eu não sou um gênio.

É pior ainda admitir uma outra coisa: ao que tudo indica, nunca passou na mente de nenhuma pessoa que eu poderia ser um gênio.

Desde criança, pensei que um dia todos me olhariam admirados por meu brilhantismo. Eu queria ser reconhecido por grandes feitos. Queria ser reconhecido por me destacar dos demais. Queria ser reconhecido por transformar o mundo em algo melhor. Queria ser reconhecido por toda eternidade. Queria ser reconhecido, e talvez isso fosse o que eu mais queria...

Mas eu cheguei em uma fase decisiva. Eu tenho mais de duas décadas de vida, grandes nomes se destacaram muito antes disso e eu, simples e "relis mortales", nunca ganhei nenhum prêmio, nenhum troféu, nem uma medalhinha de honra ao mérito por algo que eu tenha feito. A cada ano que passa, acredito mais na possibilidade de não ser um humano acima das habilidades habituais. A cada ano que passa aquele velho sonho de ser mais do que eu realmente sou vai morrendo.

Quando estava na quarta-série, eu decide que seria um grande escritor, daqueles que todos parariam quando eu passasse no corredor e apontariam para mim dizendo: “Aquele é o Dayvson, o maior escritor que já nasceu em Natal”. Mas sabe de uma coisa, você, caro leitor, está lendo um texto meu a quase quatro parágrafos, e deve concordar com esse meu pensamento: “Se eu for considerado um gênio, não será por causa do que eu escrevo, porque eu sou péssimo”.

É... triste pensar isso, mas eu sou normal. Vivo uma vida normal, tem pessoas que me amam, tem pessoas que me odeiam, mas ninguém para no meio do corredor para falar, quando eu passo, alguma coisa de mim.

Posso não ser brilhante, posso não ser um gênio, posso não ser reconhecido. Entretanto, eu não preciso dessas qualidades para buscar o que eu mais quero em minha vida: ser feliz.
Não me importa se todos, quando eu morrer, um dia se esquecerao de mim. Não me importo de não ter conseguido mudar o mundo para algo melhor. Não me importo de não ser reconhecido quando ando nos corredores. O que eu realmente deveria saber desde novo, mas que só agora eu percebo, é que transformar a vida das pessoas que estão ao meu redor é o que realmente importante.

Se souber que, que durante um dia, eu fiz minha namorada feliz, isso já vai ter valido toda minha existência. Saber que pude marcar as pessoas a minha volta, não por ter sido incrível, mas por ter sido amigo, esse é hoje meu maior sonho.

Não quero ser mais brilhante, não quero mais ser um gênio, não quero mudar o mundo. Quero amar e ser amado; chorar e ser consolado; e fazer alguém sorrir, mesmo quando não há motivos. Quando aprendermos que realmente só isso que importa, ai sim seremos felizes.

Dignidade

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

- Ei, mendigo, sai daí. Aqui não é lugar de vadiagem, não.
- Na verdade estou esperando pra falar com o presidente.
- Sai daí, rapaz! Quer tirar uma com a minha cara?
- Eu não tenho mais pra onde ir, então vim aqui.
- Por que não procura uma ponte pra ficar, ou uma esquina pra pedir esmola?
- Não tem disso aqui em Brasília, mas de onde eu vim já fiz tudo isso.
- E o que é que você tá fazendo aqui?
- Como eu disse, vim falar com o presidente. Se ele não respeitar a Constituição, eu rasgo essa porcaria. Li aqui que é um direito social a assistência aos desamparados, e eu definitivamente sou um desamparado.


Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

- Onde você arranjou esse livro?
- Achei no lixo.
- E desde quando mendigo lê Constituição?
- Nem sempre fui mendigo. Tenho educação. Primário, mas tenho... Era o primeiro da classe, mas tive de sair pra cuidar da minha mãe, trazer dinheiro pra casa. O médico disse que ela tinha uma doença de nome estranho aí, e que tinha de tomar uns remédios caros... Ainda tentei ficar na escola e pedir dinheiro no sinal à noite, mas ficar o dia todo dava o dobro de dinheiro, e eu precisava daquilo pra minha mãe. Mês sim mês não conseguíamos comprar os tais remédios, e a saúde dela foi ficando cada vez mais fraca, mas ela resistia bravamente.Os meus colegas de "trabalho" descobriram que podiam aumentar bastante a renda roubando alguns passageiros, em engarrafamentos, mas minha mãe sempre me disse pra nunca, em hipótese alguma, fazer isso. Ela estava certa, não podia correr o risco de "rodar" e deixar minha mãe sozinha. E alguns dos meus colegas "rodaram" feio...Minha mãe então piorou e "apagou". Depois de horas esperando atendimento, tudo o que fizeram no hospital foi botar ela no soro e mandá-la pra casa. Ao menos o soro era de graça. A vizinha é que trocava os tubos. Depois descobri nesse livrinho que todo cidadão tem direito a saúde. Há. Se a idéia de saúde for soro, tudo bem, mas não é que parece ao se ler...
Aí descobri com uns caras um esquema que dava dinheiro sem precisar roubar. Bastava trepar com uns gringos que eles pagavam até em dólar.

Art. 196º A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

- Pô, vc deu pros caras?
- Dei, comi... na minha situação não dava pra escolher. Com o dinheiro consegui dar mais tempo de vida à minha mãe. Ela até chegou a recobrar a consciência, mas ficou meio lelé com o "apagão". Disseram que foi por falta de socorro... da minha parte é que não foi! Se eu tivesse lido esse livrinho antes, talvez até eu pudesse reclamar no hospital... mas que diferença faria na prática? Nunca vou saber. Minha mãe morreu praticamente sem assistência do Estado. Não fosse eu e as vizinhas... Mas pelo menos minha mãe não teve de ver o filho ser a vergonha do bairro. Quando descobriram que eu fazia michê pra gringo, quiseram me bater, me violentar e me matar. Tive de fugir com a roupa do corpo.


Art. 5º XXII É garantido o direito de propriedade.

- Viver na rua não é fácil. Mas fui vivendo de favores aqui e ali, alguma comida que davam, uma roupa doada, mas não aparecia nenhuma oportunidade de trabalhar. Até que achei esse livro. Fui na prefeitura, e riram na minha cara. Na Assembléia Legislativa, não consegui nem entrar. Então pensei: esses políticos é que são tudo um bando de corruptos sangue-sugas, talvez em outro estado eles respeitem os direitos do cidadão. Consegui carona - não me pergunte como - com caminhoneiros e rodei por muitos lugares, mas em nenhum fui tratado como cidadão. Foi então que eu vim praqui, pra Brasília, tentar com a única pessoa que eu acho que poderia se sensibilizar. Afinal, ele teve uma vida difícil, já foi pobre como eu. Não vim aqui atrás de esmolas. Vim aqui atrás de dignidade. Quero trabalhar, quero estudar, quero ter o que é meu sem roubar, mas pra isso é preciso dar um mínimo de condições.
- Rapaz, eu sou só um segurança, mas juro que se eu pudesse, lhe colocava na frente do Presidente... mas o fato é que meu superior não vai gostar nadinha de ver você por aqui... você me entende, não? Agora, por favor, vai andando...
- ...
- ... boa sorte.